O que “Black Mirror” e “The Twilight Zone 1959” tem em comum
- Carla Lorena
- 17 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de set. de 2022
“The Twilight Zone 1959” ou “Além da Imaginação” é uma brilhante série, original de 1959, com roteiros, direção e atuações excepcionais que ultrapassam nossas expectativas, principalmente quando nos lembramos que é um projeto de quase um século de idade. Rod Sterling tem uma história interessante demais com esse seu trabalho original e já estou ansiosa pra escrever sobre isso! Aliás, vou dedicar um post pra essa série.
Hoje, tentarei ser mais direta.
Se você não conhecesse essa de 1959, saiba que esse seriado é do tipo antologia, onde todos os episódios estão, de certa forma, interligados, porém, não há a necessidade de você assisti-los em sequência, já que cada um deles conta uma estória diferente e tem personagens diferentes.
Cada episódio tem cerca 25 minutos, o que eu acho impressionante demais, já que cada um deles promete um plot twist. Sério, quando eu ouvi falar dessa série pela primeira vez, eu não acreditei que era possível fazer algo do tipo, até ela me provar o contrário! Rod Sterling era simplesmente um gênio!
Sem contar que é uma série clássica e revolucionária. Imagina as pessoas nos anos 50 e 60 assistindo a essa obra de arte! Até sinto um dedinho de influência de Hitchcock...
“Black Mirror”, o projeto Netflix, era sim inovador, o seriado era bizarro, nos deixava quase traumatizados e, os episódios, bem escritos, tinham aqueles plot twists e havia aquela ligação entre cada um dos episódios de forma indireta. Foi então que eu descobri o elo entre elas! É como se “The Twilight Zone 1959” fosse a progenitora de todos os seriados “darks” e antologias curiosas que vieram depois dela, marcando pra sempre o mundo da sétima arte e adiante, na música e cultura pop. Inclusive, temos outros seriados assim também, como “Love, Death and Robots” - que pretendo citar numa outra oportunidade.

Ambas as séries citadas no título do post tem roteiros ótimos, plot twists, e conta com atuações excelentes. Aliás, eu poderia ficar aqui horas falando sobre isso! Enfim, ainda sim, é como se algo mais profundo conectasse essas duas obras. Algo que ultrapassava essa mera questão visual – até porque, a de 1959 é toda em preto e branco, nos dando uma sensação muito característica de era vintage.
“Black Mirror” tem uma atmosfera única, algo a mais que nos faz sentir incomodados com o futuro que pode chegar logo até nós, enquanto “The Twilight Zone 1959”, nos faz ficar horas pensando sobre realidades e acontecimentos que estão além do que nossos olhos conseguem enxergar. Ambas nos deixam com essa curiosidade peculiar do desconhecido, nos fazem não tentar entender o que aconteceu, nem esquecer, nos deixando marcados por muito tempo. Além de terem a característica inquietante e particular de deixar aquela pequena dúvida nas nossas mentes sobre até onde a ficção se mantém sendo somente ficção.



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