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Me diga, e seja a própria “liberdade de expressão” – ato I

A parte boa da internet, é que qualquer pessoa pode ter acesso. A parte ruim da internet, é que qualquer pessoa pode ter acesso.


Mesmo um pouco desconectada das redes sociais esses dias, não consegui não ser afetada por acontecimentos externos que me impactam direta e indiretamente – fico pensando se essa é uma frase eterna e atemporal. Diferentemente dessa frase, o mundo em que vivemos está em constante mudança, e algumas delas são tão rápidas que mal conseguimos acompanhar. Conforme os anos vão passando, a gente começa a perceber que estamos desatualizados, mas sabe o que permanece? As impressões marcantes que vivemos. Livros que lemos um dia, as músicas que escutamos, as artes que admiramos, e o fim é nostalgia.


A famosa capa do Chico Buarque - fonte: Google Images.


Mesmo que você não conheça, ou não tenha vivido algumas eras, alguns nomes ficaram marcados na história da nossa cultura e temos como influência das culturas de outros países também. Temos muitos exemplos inspiradores de indivíduos que desafiaram as normas sociais e culturais para se expressarem livremente. Artistas como Frida Kahlo, David Bowie e Chico Buarque, usaram sua arte para enfrentar questões sociais e promover a mudança. Eles nos lembram que a verdadeira liberdade de expressão vai além das palavras que dizemos ou digitamos - é sobre a capacidade de expressar nossas ideias, identidades e verdades mais profundas, independentemente das restrições externas.


Entretanto, é importante reconhecer que a liberdade de expressão não é uma licença para cometer crimes ou prejudicar os outros – pessoas, culturas, etc. Temos testemunhado, recentemente, um debate fervoroso sobre a liberdade de expressão, especialmente no contexto político, e todos nós estamos envolvidos, direta ou indiretamente. Enquanto alguns defendem essa liberdade como um direito absoluto, outros alertam para os perigos de usar essa desculpa para promover discursos de ódio e violência – porque é exatamente isso que tem acontecido por aqui, e você sabe.


"Homem em um Chapéu Bowler", de René Magritte. Fonte: Artsdot.


Você ser livre para se expressar não te torna isento da responsabilidade sobre o que você está expressando.


Aqui eu vivo a minha própria liberdade de expressão. Eu posso expressar minhas reflexões, ideias, posso escrever meus livros e contos de horror e saber que você e qualquer pessoa tem acesso à minha expressão é tão gratificante! É claro, a minha intenção é boa, genuína, é pra te inspirar, te fazer refletir, te incentivar a explorar o que é e como é, mesmo, a sua forma de se expressar para o mundo.


No segundo ato desse post (espero não viciar em dividir os posts em atos), vamos conversar mais sobre expressão, sobre liberdade, vamos relembrar algumas personalidades que nos deixaram seus legados e sobre aqueles que ainda estão trilhando seus caminhos. Enquanto isso, delicie-se com a sua própria nostalgia.


Te vejo em breve 😊

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