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Autenticidade: Onde Beyoncé e Arctic Monkeys se encontram - Ato I

Queridos leitores,


Levei, relativamente, pouco tempo pra escrever esse post, já que o lançamento de “Cowboy Carter” ainda está tão fresquinho! Essa conversa já tinha sido iniciada na minha cabeça porque queria falar de outros artistas, mas é bom que eu tenha vindo escrever depois dessa obra relevante ter sido lançada; a obra que causou um impacto global, num nível que talvez a minha geração ainda não tivesse presenciado com tanto fervor e consciência.


(Uma observação: eu não vivi a era Lemonade, apesar de saber do impacto dela na carreira da Bey, para os fãs e público em geral, porque era sim algo diferente, era um grito que precisava sair da garganta dela - falaremos mais disso em um outro momento).

 


Na jornada artística, há um ponto em que os artistas transcendem as expectativas da indústria e do público. Eles encontram uma liberdade que ecoa sua verdadeira essência criativa e experimentam. É um momento em que as rédeas são soltas e a autenticidade flui sem restrições. É sobre esse fenômeno que desejo refletir hoje.


Beyoncé fala que esse não é um álbum country, esse é um álbum “Beyoncé”. Alex Turner inicia o TBH&C dizendo que ele só queria ser algo como o The Strokes – é, aliás, a primeira frase que ouvimos ele dizer no álbum; mas Arctic Monkeys se tornou algo de proporções imensas, talvez até tivesse se tornado maior que o The Strokes em si. De fato, a banda é um marco na história do rock moderno.


Quando TBH&C, sexto álbum de estúdio dos meninos veio, as pessoas não entenderam de cara, não julgo, era realmente uma quebra proposital das expectativas, mas a pandemia ajudou a absorver muitas coisas que a gente, simplesmente, não entendia ou não aceitava, e acredito que com o TBH&C tenha sido assim pra muitos fãs.



Renaissance, como o TBH&C, foi um renascimento em si, uma revolução, apesar dos fãs da Beyoncé terem acatado o álbum dela com muito mais facilidade e eficiência que os fãs de Arctic com o respectivo álbum deles. Mas, certamente, ainda é algo que têm sido absorvido com muita calma – falo por mim, apesar de ver isso em muita gente também. Não digerimos o Renaissance por completo ainda, bem como ainda estamos fazendo com o TBH&C. 


“The car”, o álbum sequente de TBH&C e o último lançado pelos Macacos do Ártico, é uma experimentação também, os fãs sabem, entendemos a mensagem! Assim como “Cowboy Carter”, álbum sequente de Renaissance e o último lançamento de Bey, vem sendo a continuação de um grito de liberdade e uma mensagem pro mundo sobre autenticidade e tomada de riscos: a experimentação é necessária, por vários motivos.


"Cowboy Carter" e "The Car" são dois álbuns que representam a expressão artística de Beyoncé e Arctic Monkeys, respectivamente. E enquanto "Cowboy Carter" é um álbum visual, que mergulha em narrativas ousadas e temas sociais, se destacando pela sua relevância pública e impacto cultural, "The Car" é um álbum de estúdio que explora sonoridades diversas e letras profundas, é mais intimista, e consolida a banda como uma força inovadora no cenário do rock alternativo. Enquanto Beyoncé desafia as normas da indústria pop e redefine a narrativa musical, Arctic Monkeys continua a evoluir, se mantendo fiel à sua identidade musical, sua essência, entretanto, ousado, de um jeito mais sutil. Ambos os projetos refletem a busca pela autenticidade e liberdade criativa, mostrando que a verdadeira arte transcende rótulos e expectativas.



No Ato II desse post, vamos conversar um pouco mais sobre esses dois últimos álbuns, e além, dessas duas referências imensuráveis da música e cultura pop que marcaram pra sempre a história da humanidade. Não analisarei profundamente os detalhes mais minuciosos dessas obras porque não cabe aqui, mas tratarei de forma mais geral, na medida. A complexidade sensorial desses trabalhos fica por conta de nós, os fãs.


Enquanto isso, me conte o que acha desses trabalhos! Te vejo no próximo texto 😊


Com carinho,

Carla Lorena.

2 comentários


Caroline Eulália
Caroline Eulália
03 de abr. de 2024

Adorei o texto, não sou muito de ouvir Arctic, mas esse texto deu vontade de conhecer melhor a banda! É muito bom ver artistas atingindo a autonomia e liberdade de produzirem projetos onde eles podem experimentar mais!

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Carla Lorena
Carla Lorena
10 de abr. de 2024
Respondendo a

Ah, obrigada pelo seu comentário! É gratificante ver nossos artistas podendo criar com tanta liberdade 😍 volte sempre!!!

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